A genialidade de Michael Jackson em suas demos

Como Michael Jackson criava suas demos com músicas inteiras sem tocar nenhum instrumento?

Muita gente se surpreende ao descobrir que, antes de chegar às mãos do lendário produtor Quincy Jones, as músicas de Michael Jackson já nasciam praticamente prontas em sua mente. Mesmo sem dominar instrumentos ou ler partituras, Michael atuava como uma “orquestra humana”, utilizando o beatbox para a percussão e sobrepondo camadas de sua voz para simular baixos, sintetizadores e metais em gravadores de fita. O resultado eram demos tão ricas que já continham todo o DNA do que viria a ser um sucesso mundial.

Esse processo de criação caseira ganhou força total entre janeiro de 1978 (durante as sessões de Off the Wall) e meados de 1982, quando ele preparava o álbum Thriller. Em seu estúdio particular na casa da família em Hayvenhurst, Michael contava com o apoio técnico de engenheiros como Matt Forger e o tecladista John Barnes. Eles eram responsáveis por traduzir as “instruções vocais” de Michael para os primeiros sintetizadores e baterias eletrônicas da época, garantindo que a essência da ideia original não se perdesse na transição para o estúdio profissional.

Um momento icônico desse método ocorreu em outubro de 1982, pouco antes do lançamento de Thriller, quando Michael apresentou a demo de Beat It. Ele havia gravado cada nota do arranjo vocalmente, incluindo o ritmo da bateria e as linhas de baixo. Músicos que trabalharam com ele relatam que sua precisão era tamanha que, ao ouvirem as fitas cassete, não havia dúvida sobre qual acorde ou inversão ele desejava; a música já existia, completa, dentro de sua cabeça.

Nos anos seguintes, como em junho de 1991 durante as sessões do álbum Dangerous, essa parceria técnica se expandiu com nomes como Bill Bottrell e Brad Buxer. Eles ajudaram Michael a explorar novas tecnologias, como o Synclavier, permitindo que as demos tivessem uma qualidade sonora impressionante para a época. O trabalho desses colaboradores era quase telepático: Michael ditava o ritmo e a melodia com a boca, e eles buscavam os timbres exatos para materializar aquela visão artística única.

No fim das contas, entender como essas demos foram feitas nos faz admirar ainda mais o Rei do Pop. Elas provam que a tecnologia e os instrumentos são apenas ferramentas, mas o verdadeiro motor da música é a sensibilidade e a criatividade pura. Michael Jackson não precisava de cordas ou teclas para se expressar; ele era, em si, o próprio instrumento, deixando um legado de genialidade que continua a nos surpreender a cada nova gravação revelada.

Ouça algumas dessas demos geniais abaixo e confira a genialidade desse artista:

 

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W.Riga - Empreendedor, criptoinvestidor, inventor, curioso, questionador, fazedor de vídeos e filmes, artista visual e apaixonado por nostalgia. 🚀🙂

 


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