Disco de vinil: a solução tecnológica criada para resolver um problema

Você sabia que o disco de vinil LP foi criado para resolver um problema musical?

Nos anos 1940, os discos de 78 rotações por minuto, que eram feitos basicamente de goma-laca, quebravam com facilidade e tinha um drástico limite: a duração de cada faixa não passava de cinco minutos por lado. Isso forçava interrupções em obras longas e encurtava a criatividade dos músicos.

Foi então que, numa jogada ousada, a Columbia Records apresentou ao mundo o LP (Long Play), um disco de vinil de 33⅓ rpm com capacidade de tocar até 46 minutos de música sem interrupções. E o mundo da música nunca mais foi o mesmo.

O anúncio aconteceu em 21 de junho de 1948, em Nova York, durante um elegante evento no hotel Waldorf-Astoria. A estreia oficial veio com uma gravação da Sinfonia nº 8, de Schubert, executada pela Columbia Symphony Orchestra — um clássico à altura do novo formato.

Graças ao LP, artistas passaram a lançar álbuns completos com narrativas musicais coesas. De clássicos do jazz e do rock à bossa nova e à MPB, ele impulsionou o conceito de “álbum” como obra artística. O vinil também influenciou o design de capas e o ritual de ouvir música: escolher, colocar na vitrola, virar o lado — uma experiência quase sagrada para os fãs.

Curiosamente, mesmo após o surgimento de novas mídias como CD e streaming, o LP sobreviveu — e voltou com força total. A nostalgia, a qualidade sonora e o charme vintage ajudaram a reconquistar novos ouvintes.

E tudo isso começou com uma solução técnica para um problema sonoro, que acabou moldando décadas de cultura musical.

Disco LP vinil - Columbia Records 1948

 

 

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W.Riga - Empreendedor, criptoinvestidor, inventor, curioso, questionador, fazedor de vídeos e filmes, artista visual e apaixonado por nostalgia. 🚀🙂

 


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